Só os idiotas não mudam de opinião!
sexta-feira, março 11, 2005
terça-feira, março 01, 2005
Da diferença entre não lembrar e esquecer
José pensava em Maria, o tempo todo desejava Maria. Mas nunca lembrou de dizer-lhe que a amava. Maria que precisava ouvir as palavras, foi se cansando da 'indiferença' e um dia resolveu esquecer para sempre José.
segunda-feira, fevereiro 28, 2005
segunda-feira, fevereiro 21, 2005
Sobre lágrimas
Há lágrimas que não querem sair
Olham nos olhos do mundo
E se perguntam por que
Há lágrimas que não querem saber
Apenas caem sem se importar
Se amanhã ou depois cairão outra vez
Há lágrimas que não voltam mais
Depois de trilhar seu caminho
Devolvem ao rosto a paz
Há lágrimas que rolam por dentro
No mais precioso silêncio
O vazio da alma à mercê do tempo
Há lágrimas para chorar
E lágrimas para guardar
Lágrimas de partida
E lágrimas de chegada
E assim de alegria e pranto
Faz-se uma vida
Quem não ama não chora
E quem não chora
Faz alguém chorar
segunda-feira, fevereiro 14, 2005
Enquanto você não vem
Vou dormir agora
Talvez sonhar
Talvez um sonho para reavivar
A frágil chama da esperança
Tão duramente castigada
Pela natureza do tempo
E a indiferença da distância
Que aumenta o desejo
Amanhã vou acordar
E fazer o tempo passar
Não para esquecer
Nem para lembrar
Apenas me convencer
Que segundos, minutos e horas
Duram apenas segundos, minutos e horas
Com ou sem você
É que o tempo sem você pára
Com você dispara
Na verdade apenas passa
segunda-feira, fevereiro 07, 2005
Frases que dizem tudo
A imaginação não gera a insanidade; o que gera a insanidade é exatamente a razão.
A poesia é sã porque flutua à vontade num mar infinito; a razão, porém, procura atravessar o mar infinito, tornando-o finito.
Pretende ele (o poeta), simplesmente, enfiar a cabeça nos céus, ao passo que o lógico se esforça por enfiar os céus na cabeça. E é a cabeça que estala.
Chesterton
segunda-feira, janeiro 31, 2005
À peça que falta
A vida é um quebra-cabeça que vamos montando aos poucos, sem saber direito qual será o resultado final. Algumas peças vêm no pacote e temos que nos virar com elas. Outras podem ser escolhidas a dedo, mas nem sempre aceitam a eleição. Algumas peças se perdem e são facilmente substituídas. Outras se vão, mas não sem antes cumprir o seu papel. E embora sintamos saudades, aceitamos com serenidade o fim de uma fase.
E tem aquelas peças insubstituíveis, de valor inestimável, sem as quais a obra fica eternamente incompleta, vazia e sem graça. Não são facilmente encontradas e podemos até montar o quadro sem elas, como alguém que se conforma com a prata por não conhecer o ouro. Podemos passar pela vida sem o amor, mas quando ele acontece, descobrimos que não há vida sem ele e dificilmente nos contentaremos com algo menor. É justamente essa peça que ocupa o lugar central da obra e mantém todas as demais unidas. Sabemos que haverão outras batalhas para lutar e as lutaremos, porém não sem antes dar a vida, se preciso for, para conquistar "a peça que falta".
terça-feira, janeiro 25, 2005
Acreditar no amor
Essa é das antigas. 1987. Por algum motivo (que ainda desconheço) é a música tocando nos meus ouvidos ultimamente. Desculpem-me aqueles que não falam inglês, mas minhas tentativas de traduzi-la deram pouco resultado e tiraram toda a beleza das palavras do Chris Eaton, maravilhosamente interpretadas pelo grande Russ Taff.
Believe In Love
After we have listened to everything there is left to say
Watching the intended realities slowly fade away
Why is all we desire taken from our hands
And every dream is drifting away
There is understanding for everyone who has ears to hear
No more looking over your shoulder for someone to appear
Maybe you should be looking right into His eyes
So say good-bye to someone else's lies
Somedays i get up in the morning and i wish i wasn't there
Life seems so incredibly lonely when no wants to care
But i found somewhere whithin this heart a Friend for Life
To hold me close till all my fears subside
I've got to know
Do you believe in love
And all the things you've searched the world to find
But know nothing of
Through the sun, through the fire and the rain
Nobody can ever touch you again
If you believe in love
Don't be afraid
Don't be afraid
Of the questions anymore
The answer lies waiting
segunda-feira, janeiro 17, 2005
José da Silva
José é um erro que acontece todo dia. A alegria esperando o momento de acontecer. Ele só quer ser um bom filho. Mas não o vêem seus pais. José é o herói solitário de suas próprias aventuras, onde o amor é só uma de suas muitas feridas. Ele tem um coração do tamanho do mundo, num mundo que é grande demais para ele compreender. José sente frio no calor, e no frio se aquece com as memórias do que poderia ter sido. Para José, a dor é como o ar, essencial. E ele chora assustado, despercebido diante do infinito. Suas lágrimas distorcem o céu de onde ele espera o socorro. No limite daquilo que nunca foi, José grita em silêncio, esperando que o inverno ensolarado um dia chegue ao fim, e que esse fim seja na verdade um novo começo. O começo de algo novo, uma nova estação. Quente, com chuvas ocasionais todos os dias. José é alguém como ninguém é também. José tem o Filho, é filho de Deus.